Um dia qualquer, se não fosse a tecnologia.
Hoje o dia foi um pouco, digamos, tão cotidiano possível beirando ao trivial. Muito trânsito, o dólar disparando; escuto alguém dizendo que o mercado não está fácil; uma senhora dizendo que no tempo dela as coisas eram melhores.
No rádio um cidadão diz que o IPhone - aquele celular, ou handheld, ou palm, camera, smartphone, enfim - não trouxe nada além de uma interface diferente que ninguém sabe usar, paradoxal, não?
Mas uma situação me chamou a atenção: uma menina de 6 anos me disse que a melhor amiga dela é virtual! Olhando do ponto de vista do conflito humano entre ser e o parecer ser, tem lógica. O amigo virtual dentro de um ambiente virtual, tipo SecondLife, tem os sentimentos daquele que vê, daquele que interage e não do interagido. Ou seja, se você está bem com voce, todas as leituras que você fizer desse seu amigo virtual estará carregada da sua essência e assim você o entenderá perfeitamente. É como se olhar no espelho. Por outro lado, caso voce esteja naqueles dias - isso vale para homens e mulheres - voce simplesmente desliga o computador e pensa: vou fazer outra coisa.
Isso me faz pensar se a relação humana pode se tornar algo dispensável, ou seja, tê-la será uma questão de conveniência e não da necessidade de uma troca. Que o dia do são-nunca exista! Amém!
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1 Comentários:
é, talvez... essa história de amigo virtual está tão por fora quanto pode ser real. É estranho pensar assim, mas há essa possibilidade. Pessoas inseguras talvez sintan-se melhor via net... mas vai de cada um. Tudo é relativo - Fato!
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